quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Programa para teste do processador

Como prometido, estou colocando para download o link para o programa Stability Test, usado para testar o processador, é só executá-lo e clicar em Start, para iniciar o teste.

clique no link com o botão direito do mouse e selecione "salvar como...": Stability Test.

Abraços,
Marcos Cesar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Entendendo a TV Digital

Reproduzo, abaixo, o excelente artigo do Paulo Couto do ForumPC sobre TV Digital. Ele expõe de forma muito didática os conceitos que envolvem o Sistema de TV Digital.


O Brasil finalmente entrou na era da TV Digital, mas como isso nos afetará no curto prazo? Sabemos que a tecnologia permite inúmeros recursos, especialmente quanto à mobilidade (TVs de mão, celulares com TV, etc), mas ainda há muita água pra rolar debaixo dessa ponte até isso ser de fato popular. O que realmente está causando dúvidas entre os consumidores é a decisão de compra da próxima TV. Há muita confusão e desinformação nessa área, em parte por causa do convívio simultâneo nas lojas de TVs de tela plana (LCD e Plasma) com as baseadas em absoletos tubos (CRT) e a confusão em torno do nome DIGITAL




Vou deixar a explicação sobre a TV Digital propositadamente para o final, antes vamos entender a TV propriamente dita, e o que existe no mercado brasileiro.



HD-READY ou FULL-HD

Vocês sabem o que é “HD”? Significa High Definition, ou alta definição, mas para que isso de fato aconteça é preciso um sinal de alta definição e um display de alta definição. Há no Brasil alguns formatos de display (TVs de LCD ou Plasma) muito comuns e que causam a maior confusão entre os consumidores, especialmente por causa das diferentes resoluções da TV comum, dos DVDs, dos HD-DVDs/Blu-Ray e as inúmeras variações de padrões de monitores de PC, desde os formatos “quadrados” até os “widescreens”.



A resolução de um sinal de TV varia de acordo com o formato ou padrão utilizado. No padrão NTSC são 440 × 486 linhas (linhas e colunas podem ser traduzidas em pixels nos monitores de tela plana), e no caso do nosso PAL-M são 520 x 576 linhas, em ambos os casos mantendo a proporção 4:3 entre colunas e linhas. No DVD são utilizados 720 x 480 (NTSC) ou 720 x 576 (PAL), portanto na maioria das vezes ao ver um DVD em uma TV de tubo comum (CRT) temos o efeito de downscale que é o escalonamento do sinal para “caber” na TV. Já quando assistimos um DVD em uma TV de LCD ou Plasma de alta resolução temos o efeito inverso, já que as TVs HD-READY usam 1366 x 768 (conhecido como 720p, note a diferença de 48 pixels) ou 1280 x 720 (exatos 720p) e as FULL-HD usam 1920 x 1080 (ou 1080p). Confuso, não é?



Há também métodos entrelaçados (1080i) e sutis diferenças entre conversão (upconversion) e escalonamento, mas não vou comentar aqui pra não enrolar ainda mais.



Portanto para se ter uma REAL EXPERIENCIA em modo FULL-HD é preciso uma TV com display 1920 x 1080 (ou 1080p) e uma fonte de sinal também nessa resolução, como um HD-DVD ou Bly-Ray ambos no padrão 1080p (o padrão estabelece dois formatos válidos, o 720p e o 1080p). Qualquer outra combinação é na verdade uma aproximação ao FULL-HD, embora isso não seja necessariamente ruim. O fato é que existem pouquíssimas fontes de imagem em 1080p, a grande maioria é 720p mesmo nos recentes discos HD-DVD e Bly-Ray, portanto os aparelhos de TV HD-READY são muito interessantes nesse momento, até porque são muito mais baratos do que os FULL-HD. Não confunda o conteúdo gravado no HD-DVD (720p) com o formato máximo suportado (1080p). Há filmes originalmente gravados em 1080p, mas são raríssimos até o momento.



Produzir conteúdo FULL-HD é muito caro, ocupa muito espaço (bytes) e como os aparelhos de TVs FULL-HD são minoria no mercado (e tudo indica que ainda serão por muito tempo por aqui), eu acredito que o foco no Brasil deva ser mesmo o HD-READY (720p), até porque estamos iniciando uma transição de analógico para digital, prevista para ser concluída em 2015, um ano após a nossa copa do mundo. Nesse momento manter os custos baixos é muito importante. Se nem nos paises desenvolvidos há conteúdo FULL-HD em quantidade nos discos ou nas transmissões de TV Digital, porque seria diferente no Brasil?



Voltando à questão das TVs no Brasil, há duas tecnologias dominantes: o LCD e o Plasma, cada uma com suas vantagens e desvantagens. As TVs de Plasma são interessantes por serem mais baratas nos tamanhos de 50 polegadas pra cima, e entre os tamanhos de 40 a 50 polegadas há situações onde o LCD é mais interessante. Abaixo disso, o LCD predomina e com uma grande vantagem: geralmente a resolução do LCD é maior do que a do Plasma (a maioria das TVs de Plama nem HD-READY é, usam apenas 852 x 480 pixels).



Ao comprar uma TV LCD fique atento não só a resolução (peça no mínimo HD-READY), mas especialmente à relação brilho/contraste e ao tempo de resposta. Os LCDs modernos deram um verdadeiro salto na relação brilho/contraste, ao mesmo tempo que reduziram bastante seu tempo de resposta (outro fator importantíssimo para ver filmes) se aproximando muito das qualidades do Plasma. Fique esperto porque há de tudo no mercado, leia bem as especificações antes de tomar uma decisão.



Tamanho da TV e as conexões

Pesquisando na Internet vocês encontrarão inúmeras tabelas com valores diferentes indicando o tamanho ideal de uma TV conforme o ambiente. Eu acredito, por experiência própria, que uma TV de 32 é adequada para uma distância de 2 metros até o observador, e que uma 42 cai muito bem até 3 metros. Há um efeito interessante nessas observações porque quando um consumidor acostumado com a TV de tubo troca por uma LCD ele imediatamente acha que ficou “grande demais”, mas com o passar do tempo ele se acostuma. Depois, resolve trocar a TV de cômodo para um maior e se decepciona: “ficou pequena”, ele pensa. A dica é experimentar muito nas lojas, na casa dos amigos e onde mais for possível até achar a melhor configuração entre tamanho de TV e distância do observador. Antes de começar, meça a distancia do sofá ou da poltrona até a TV e leve essa medida sempre com você. É importantíssimo ter uma referência real da sua casa antes de fazer suas experiências.



Muitos já ouviram falar do conector HDMI e do cabo, por sinal dificílimo de achar “avulso”. A maioria das TVs grandes tem ao menos UMA porta HDMI para esse conector e talvez isso seja uma falha grave: são necessárias DUAS portas HDMI para usufruir bem da sua TV com o novo padrão de TV Digital. Digo isso porque se você já não tem, provavelmente vai ter um leitor de DVD/HD-DVD/Blu-Ray com conexão HDMI, já que ele é o mais preciso possível e transmite vídeo e áudio digitalmente, sem interferências. E a TV Digital anunciada pelo governo depende de um conversor, que deverá usar a outra porta HDMI para não ter perdas de qualidade. Qual a graça de receber um sinal de TV Digital e convertê-lo para analógico antes de exibi-lo na TV?



Todas as conexões comuns de uma TV, já explicadas pelo Julio Preuss aqui no site, são de natureza analógica embora apresentem diferentes qualidades entre si. Em um mundo digital de alta definição, devemos sempre que possível utilizar conexões digitais. Quem conhece a diferença de um monitor de PC com conexão VGA e DVI sabe a diferença entre a sinalização analógica e a digital.



O sinal da TV Digital

Já pararam para pensar como o sinal de TV Digital chegará à sua casa?

Inevitavelmente será necessário o uso de um conversor, chamado de “set-top-box”, que fará essencialmente três coisas: decodificar o áudio e vídeo, corrigir falhas de transmissão antes que cheguem à TV e habilitar, através de softwares, o uso de serviços interativos que as emissoras vão gerar. Esse conversor no futuro será incorporado ao aparelho de TV brasileiro, mas no momento ele é uma peça avulsa produzida por várias entidades diferentes, e com características diferentes.



Se seu prédio tem antena coletiva ou você usa uma antena comum para TV aberta, será necessário trocar por uma antena UHF para a recepção dos sinais digitais numerados entre 14 e 69, e nessa antena será conectado o conversor. No caso de antenas coletivas, cada apartamento (ou TV) terá o seu conversor individual. Os assinantes de TV paga terão que migrar de plano conforme a oferta da operadora, e no novo plano o conversor estará incluído, mais uma vez, um por aparelho de TV.



Mas antes de investir ou migrar, lembre-se de verificar quais canais de TV efetivamente estarão transmitindo em formato Digital ou quando estarão, ou ainda quais programas serão efetivamente produzidos nesse formato já que nesse momento certamente não serão todos. Você terá uma surpresa, a data limite de 2015 não está aí à toa... Não caia no conto do vigário.
 
Por: Paulo Couto
http://www.forumpcs.com.br/